Quanto custam, de verdade, as taxas das plataformas de comunidade?
As taxas das plataformas de comunidade se resumem a três modelos: um percentual tirado de cada pagamento de membro, uma mensalidade fixa que ignora a sua receita, ou nada além do que custa o processamento do cartão. E todo pagamento carrega duas partes, não uma — a da plataforma e a da empresa do cartão. Então compare os modelos com a receita que você espera, não com o número da vitrine, e sempre peça a conta feita: num pagamento de US$ 10, quanto fica comigo?
Três modelos, não uma pilha de números
Todo número que você vai ver nesta categoria vem de um de três modelos, e entender o modelo ajuda mais do que decorar os números:
- Uma parte de cada pagamento. Você não paga nada antes de ganhar, e a parte cresce com a sua receita. O mais leve no começo, o mais pesado quando a comunidade já é grande.
- Mensalidade fixa. Um número que não se mexe com a sua receita. Pesada no começo, quando ainda não há renda para cobri-la, e muito barata quando a renda se firma.
- Só o custo do processador. A plataforma não tira nada dos pagamentos dos seus membros, e a única cobrança que sobra é a da empresa do cartão. Isso não é de graça — a plataforma é paga em outro lugar, geralmente numa mensalidade mais alta.
A maioria das plataformas mistura dois deles: mensalidade menor com parte maior, ou mensalidade maior com parte menor. Então a pergunta certa não é qual número é menor. É qual mistura sai mais barata com a sua receita — outra pergunta, com outra resposta.
Todo pagamento carrega duas partes
Duas partes saem de um pagamento de membro, e elas vão para duas empresas diferentes. Uma é da plataforma. A outra é da empresa do cartão que movimenta o dinheiro, e ela tem duas partes próprias: um percentual, mais um valor fixo em cada transação.
É o valor fixo que deixa os preços pequenos mais caros do que parecem. Trinta centavos num pagamento de US$ 5 são, sozinhos, 6% dele, antes de qualquer percentual; num pagamento de US$ 30, os mesmos trinta centavos são 1%. O preço da sua assinatura muda a sua taxa real mesmo quando a taxa anunciada não muda uma vírgula.
Somar as duas num número só não é mentira, mas esconde quem leva o quê. A parte da própria plataforma parece maior do que é quando os custos do cartão vêm embutidos nela, e menor do que é quando o valor fixo fica de fora. Peça os dois números separados, sempre.
Qual modelo combina com a sua receita?
Entre dois planos quaisquer existe um ponto em que eles custam exatamente o mesmo. Abaixo dele, ganha a mensalidade mais barata; acima, ganha o percentual menor. Encontrá-lo é uma linha de conta: divida a diferença de mensalidade pela diferença de percentual.
Um exemplo. Um plano custa US$ 30 a mais por mês, mas tira 5% a menos de cada pagamento. Divida 30 por 5% e você chega a 600. Enquanto os seus membros pagarem a você menos de US$ 600 por mês, o plano de mensalidade mais barata é de fato melhor para você; acima disso, a resposta se inverte.
Calcule esse ponto antes de escolher, e calcule de novo seis meses depois. O plano certo para uma comunidade no primeiro mês não é o plano certo no segundo ano, e a diferença entre eles é dinheiro de verdade.
As perguntas que revelam o número real
Antes de construir em qualquer plataforma, faça estas perguntas a ela. Se a resposta não estiver escrita numa página pública, isso já é uma resposta:
- Quanto a plataforma leva, e quanto a empresa do cartão leva? São dois números diferentes — um número misturado ainda não respondeu.
- Existe um valor fixo em cada transação, e de quanto ele é?
- A taxa muda conforme o país ou a moeda do cartão do membro?
- O que acontece se a plataforma aumentar a taxa depois? Uma comunidade que já está funcionando mantém a antiga, e com quanta antecedência você é avisado?
- Algo mais é cobrado depois disso: um mínimo mensal, uma tarifa de transferência ou uma taxa que cresce com membros, cursos ou vídeos?
- E a mais útil: num pagamento de US$ 10, quanto exatamente fica comigo? Peça o valor, não o percentual.
Comparativo de taxas de plataformas de comunidade
Quase tudo o que a busca devolve com esse título é uma tabela ranqueando plataformas por nome, e boa parte disso é escrita em troca de comissão por indicação. O problema não é só o viés. É que uma tabela compara taxas anunciadas, enquanto o número que decide o seu caso nunca aparece em nenhuma: o que sobra do seu pagamento, no seu preço, com o seu número de membros.
Então monte a tabela você mesmo. Uma linha por plataforma que você está considerando, e cinco colunas: mensalidade, a parte da plataforma, a parte da empresa do cartão, o valor fixo e, por fim, o que sobra de um único pagamento no preço que você pretende cobrar. Essa última coluna é a que decide.
E não escolha só pelas taxas. Meio ponto percentual pesa menos na sua renda do que uma comunidade em que os membros ficam um mês a mais. A taxa é uma linha da decisão, não a decisão.
Planos do Nadi
O Grátis custa US$ 0/mês com taxa Nadi de 9%, o Pro custa US$ 29/mês com 5%, e o Max custa US$ 99/mês com 1%. O processamento de cartões entra pelo custo real do provedor e é pago pelo instrutor ou professor. Todos os planos incluem membros, cursos, vídeos e publicações ilimitados. O Grátis inclui cinco horas de live por mês; Pro e Max incluem horas de live ilimitadas e gravação.